Em 27 de setembro de 2018, por volta das 23h, na rue de la Jonquière, no 17º arrondissement de Paris, Louis, jovem de 26 anos, pulou do 6º andar de seu prédio residencial. Ele sofria de graves problemas de saúde mental e estava em tratamento psiquiátrico.
A queda foi captada por câmeras de vigilância da via pública. O corpo atingiu diretamente um poste de metal fixo na calçada — um bollard de proteção urbana. O poste penetrou pela região perineal/anal, atravessou a cavidade abdominal, o diafragma, o tórax e saiu próximo ao ombro direito. A lesão foi catastrófica: perfurações múltiplas em intestinos, fígado, pulmões, fraturas torácicas e rompimento de grandes vasos sanguíneos, incluindo ramos da aorta e veia cava.
Mesmo com a extensão do ferimento, Louis ainda estava vivo no momento do impacto. Ele permanecia consciente em intervalos, gemendo de dor intensa, com respiração ofegante e taquicardia. Equipes do Corpo de Bombeiros de Paris (BSPP), SAMU e Polícia Nacional chegaram em poucos minutos.
Os socorristas decidiram não extrair o poste no local para evitar hemorragia descontrolada. Com ferramentas hidráulicas e serra circular, cortaram o bollard na base, deixando cerca de 50–60 cm de metal ainda alojado no corpo. Durante o procedimento, Louis recebeu suporte vital avançado: intubação, infusão intravenosa de fluidos e medicamentos, analgesia opioide e ventilação mecânica. Foi colocado em prancha espinal e transportado em ambulância do SAMU para o Hospital Beaujon, em Clichy, unidade de referência em trauma da rede AP-HP. O trajeto de cerca de 5 km ocorreu com prioridade máxima e escolta policial.
No Hospital Beaujon, o procedimento de extração do poste foi iniciado na sala de emergência ou bloco cirúrgico. Uma gravação feita por alguém da equipe capturou o momento: o paciente aparece nu sobre a maca, sob massagem cardíaca contínua, com monitor cardíaco ativo e rodeado por médicos em aventais verdes e um bombeiro de colete branco. O áudio registra exclamações de choque e estresse: “Oh misère ! Oh la vache ! Oh putain ! Ah ! Mais quelle horreur ! Quelle horreur…”, seguidas de risada nervosa e comentário “C’est bon, sauvé, hein !” (“Tá bom, salvou, né!”). Apesar de transfusões maciças, toracotomia de emergência, laparotomia exploratória e tentativas de reparo vascular, Louis entrou em choque hemorrágico irreversível e faleceu cerca de uma hora após a chegada, por volta da 1h de 28 de setembro.
O vídeo da câmera de vigilância foi compartilhado inicialmente entre policiais via WhatsApp e chegou à internet. Dias depois, surgiu a gravação hospitalar, filmada por alguém presente na equipe. As duas filmagens se espalharam rapidamente em redes sociais e sites de conteúdo gráfico.








crl que isso, foi tipo cena de filme, quase que sobrevive ainda por cima
Dificilmente as pessoas têm dignidade na hora da morte, mas esse aí exagerou.