Suicídio transmitido ao vivo: o caso de Paulo Henrique Fontinelle em Imperatriz (2019)

No dia 16 de junho de 2019 (domingo), por volta das 15 horas, Paulo Henrique Fontinelle, jovem de 19 anos morador do povoado Olho D’Água dos Martins, zona rural de Imperatriz (sul do Maranhão), cometeu suicídio durante uma transmissão ao vivo no Facebook. A live durou poucos minutos e foi assistida em tempo real por amigos e conhecidos.

Paulo Henrique lidava com depressão grave há algum tempo. Já havia feito tentativas anteriores de suicídio, sendo convencido a desistir por amigos em conversas online. Nos dias que antecederam o episódio, ele demonstrava agravamento claro: maior isolamento, mensagens de despedida e expressões de angústia nas redes sociais. Na tarde do domingo, trancou-se no quarto da casa da família e iniciou a transmissão, avisando sobre sua intenção.

Na live, posicionou o celular para capturar o rosto e parte do corpo. Visivelmente transtornado, chorando e falando de forma confusa e agitada, segurava um revólver calibre 38. Em um momento, apontou a arma para cima e disparou um tiro (de alerta ou teste), intensificando o pânico entre os espectadores. Logo em seguida, ajoelhou-se no chão do quarto, posicionou o cano da arma contra a cabeça e puxou o gatilho. O disparo foi fatal, causando morte imediata por ferimento craniano. A transmissão continuou por alguns segundos exibindo o corpo imóvel antes de ser interrompida.

Amigos que assistiam em tempo real entraram em desespero: ligaram para a família, gritaram pedidos para que parasse e alguns correram até a casa para tentar impedir, mas chegaram tarde demais. Polícia Militar e SAMU foram acionados, confirmando o óbito no local com tiro na cabeça.

O vídeo da live se espalhou rapidamente após o ocorrido, sendo compartilhado em grupos de WhatsApp, perfis e fóruns. A família pediu que parassem de divulgar o material. O caso repercutiu localmente em Imperatriz e região, destacando questões de saúde mental, acesso limitado a atendimento psicológico na zona rural e riscos de transmissões ao vivo em crises emocionais.

Paulo Henrique era descrito como quieto, reservado, fã de música e ativo nas redes. Não havia relatos públicos de outros fatores como envolvimento com substâncias ou crimes; o episódio foi ligado à depressão não tratada adequadamente.

O incidente ocorreu em um período de aumento de suicídios entre jovens no Brasil e serviu de alerta sobre o impacto das redes sociais na saúde mental — incluindo o risco de “efeito contágio” e trauma para quem assiste involuntariamente.

Alerta importante:
O vídeo da live é extremamente gráfico e perturbador (mostra o suicídio completo, com som de tiro e imagens do corpo). Pode causar trauma psicológico grave em quem assistir. Se você ou alguém próximo estiver passando por crise emocional, depressão ou pensamentos suicidas, procure ajuda imediatamente. Ligue para o CVV (Centro de Valorização da Vida) no número 188 — atendimento 24 horas, gratuito e confidencial.

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