Um clima de mistério e medo tomou conta de comunidades do interior do Brasil na última semana. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram porquinhos, aves e até um jumento ferido com marcas de violência. Sem uma explicação oficial, a população local passou a acreditar que os ataques podem ter sido cometidos por um lobisomem.
Em propriedades rurais de algumas cidades, relatos se repetem: durante a madrugada, cães latem sem parar, e pela manhã os produtores encontram animais mortos ou feridos, com marcas profundas no pescoço e, em alguns casos, sem sangue no chão. Entre os bichos atacados estão porcos, galinhas, gansos e jumentos.
Moradores afirmam que as mortes são diferentes de ataques comuns de cães ou raposas. “Parece coisa do capeta. É muito sangue e o bicho fica todo retalhado”, descreveu um criador. Outros juram ter visto uma criatura de aparência estranha rondando as fazendas à noite: “Parecia um cachorrão, mas andava diferente, meio curvo. Era um bicho feio, nunca vi igual”.
As forças de segurança foram acionadas, mas, até o momento, nenhum predador convencional foi identificado, e não há confirmação sobre o que está causando as mortes. Diante da falta de respostas, a lenda do lobisomem — figura presente no folclore brasileiro — voltou a ser tema de discussão nos comércios, nos bares e nas conversas de grupos de mensagem.
Enquanto as autoridades não esclarecem o caso, produtores reforçam cercas, recolhem os rebanhos mais cedo e mantém vigílias noturnas. O medo segue solto, e a crença popular insiste: nas noites escuras do interior, o “bicho” continua à solta.






