Caso Drika Costa: vídeo viral divide opiniões entre possessão e saúde mental

Em 2023, uma série de gravações caseiras passou a circular nas redes sociais mostrando uma jovem identificada como Drika Costa, também chamada de Drica ou Adriana Costa, durante episódios de crise. As imagens, gravadas pela própria mãe da adolescente em ambiente doméstico, registravam momentos em que a jovem apresentava tremores involuntários, alterações na respiração, olhos revirados e mudanças no tom de voz.

Nas gravações, a mãe aparece orando em voz alta, impondo as mãos sobre a filha, jogando água benta e proferindo comandos de repreensão espiritual. Em diversos trechos, ela atribui os episódios a uma influência maligna, mencionando termos como “legião” e “inveja”, e relata que as crises se intensificavam durante a madrugada.

Os vídeos ganharam alcance massivo no TikTok, Instagram e WhatsApp, fragmentados em clipes curtos com trilhas dramáticas e legendas impactantes. A exposição gerou uma divisão clara de opiniões: de um lado, espectadores que enxergavam nos registros sinais de possessão espiritual e defendiam a interpretação religiosa do caso; de outro, usuários que identificavam sintomas compatíveis com crises de saúde mental, como epilepsia, transtornos dissociativos ou surtos psicóticos, e cobravam intervenção médica especializada.

A crueza das imagens, sem edições ou filtros, foi apontada por parte do público como prova de autenticidade, enquanto outros criticaram a exposição pública de uma adolescente em situação de vulnerabilidade. Até o momento, não foram divulgados publicamente boletins de ocorrência, laudos médicos ou comunicados de conselhos tutelares que detalhem o acompanhamento institucional do caso. As informações disponíveis permanecem ancoradas nos relatos familiares e na interpretação dos espectadores nas plataformas digitais.

Mais de três anos após as primeiras gravações, em 2026, os vídeos sobre Drika Costa continuam sendo compartilhados, reeditados e utilizados como referência em debates sobre fé, ciência, privacidade e os limites da exposição de menores em redes sociais. Contas com nomes similares ao da jovem seguem ativas em plataformas digitais, publicando conteúdo artístico e pessoal. O caso permanece como um dos exemplos mais marcantes de como um registro caseiro pode transcender o ambiente familiar e se transformar em fenômeno de repercussão nacional.

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Comments: 11Publics: 101Registration: 06-12-2025

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