Um dos crimes mais chocantes da guerra entre facções criminosas na Baixada Fluminense ocorreu em abril de 2018, quando Pablo Santos da Silva, conhecido como “PL” ou “PL do Bonde da Parma”, foi capturado, torturado, decapitado com um serrote e esquartejado por rivais durante uma disputa pelo controle de territórios em Belford Roxo, no Rio de Janeiro.
Pablo era o líder do tráfico no Morro da Caixa D’Água, área dominada pelo Comando Vermelho (CV). Ele comandava uma operação para invadir o Morro do Machado, território controlado pelo Terceiro Comando Puro (TCP). Durante o confronto armado na madrugada de 16 de abril, o grupo de PL perdeu a vantagem. Encurralado, ele foi preso pelos adversários e levado para dentro da comunidade rival.
Lá, sofreu tortura extrema: foi espancado violentamente e, em seguida, executado de forma cruel. Os criminosos usaram um serrote para decapitar a vítima, separando a cabeça do corpo em um ato de extrema brutalidade. O restante do corpo também foi mutilado e esquartejado com requintes de crueldade. A cabeça foi colocada em um saco plástico e abandonada em uma calçada na Avenida Joaquim da Costa Lima, próximo às Três Setas, onde foi encontrada na manhã seguinte, dia 17. Partes do corpo foram deixadas em locais próximos.
Os executores gravaram fotos e vídeos do ato, incluindo o momento da decapitação e do esquartejamento, compartilhando o material em redes sociais e grupos de mensagens como forma de demonstração de poder, intimidação e afirmação de domínio territorial. As imagens circularam amplamente, chocando a população local e gerando alerta nas comunidades vizinhas.
O crime paralisou a região: escolas fecharam por dias devido ao medo de novos confrontos, e mais de sete mil alunos ficaram sem aulas. A violência extrema ilustra a ferocidade das disputas pelo controle do tráfico na Baixada Fluminense, onde CV e TCP travam batalhas constantes por pontos estratégicos.
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investigou o caso, e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) ofereceu denúncia contra seis traficantes do Morro do Machado, incluindo o líder local Geonário Fernandes Pereira Moreno (conhecido como “Genaro” ou “Genarinho”), acusados de homicídio qualificado com tortura e ocultação de cadáver. Em outubro de 2018, a Justiça decretou prisão preventiva para o grupo.
Esse tipo de execução pública, com decapitação por serrote, mutilação e divulgação de imagens, é uma tática recorrente nas guerras de facções no Rio de Janeiro para aterrorizar rivais e reforçar o controle sobre as comunidades. O caso de “PL” permanece como exemplo da brutalidade sem limites que marca o crime organizado na região, onde disputas territoriais frequentemente resultam em mortes violentas e sem piedade.
Atenção: as imagens relacionadas ao crime são extremamente gráficas e perturbadoras.




















