Em janeiro de 2019, o Brasil foi chocado por um crime brutal que aconteceu dentro de uma unidade prisional. Nicolly Guimarães Sapucci, uma jovem de 22 anos de Bragança Paulista (SP), foi assassinada pelo ex-companheiro Michael Denis Freitas durante uma visita íntima no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Jundiaí (SP). O caso, enquadrado como feminicídio, expôs a violência de gênero persistente, os riscos em relacionamentos abusivos e vulnerabilidades no sistema de visitas em presídios. Anos depois, a história ainda circula em redes sociais e conteúdos de true crime, servindo como alerta constante.
Quem Era Nicolly Guimarães Sapucci?
Nicolly nasceu em 1996 e morava em Bragança Paulista, no interior de São Paulo. Era mãe de um menino de cerca de 4 anos, fruto de relacionamento anterior, e sustentava a família com trabalhos informais. Amigos e parentes a descreviam como alegre, carinhosa e dedicada ao filho. Nas redes sociais, postava fotos felizes com a criança e mensagens para o companheiro, mesmo com ele preso.
O relacionamento com Michael Denis Freitas começou em 2017. Apesar das brigas constantes por ciúmes, ela publicava declarações de amor, dizendo que os conflitos acabavam em reconciliação. Por trás disso, confidenciava a amigas o medo que sentia, revelando um padrão de abuso onde minimizava os riscos publicamente.
O Relacionamento Turbulento
Michael, então com 25 anos, cumpria pena por roubo desde 2018 no CDP de Jundiaí. Mesmo com ele preso, o casal mantinha contato por visitas, incluindo as íntimas permitidas pelo sistema. O ciúme dele era obsessivo, com brigas frequentes.
Nicolly já havia tentado terminar o namoro semanas antes do crime. Boatos espalhados dentro do presídio a acusavam de traição, pressionando-a a ir “esclarecer” pessoalmente. Em áudios enviados a uma amiga dias antes, ela expressou terror: disse que precisava ir ao CDP, mas temia ser morta por ele, e pediu para que, se algo acontecesse, soubessem que foi Michael. Esses áudios mostram que ela pressentia o perigo, mas ainda assim decidiu visitar no dia 27 de janeiro de 2019.
O Crime: Detalhes do Ataque
No domingo, 27 de janeiro de 2019, Nicolly chegou ao CDP para a visita íntima. A discussão começou por ciúmes, alimentada pelos boatos. Dentro da cela, Michael a derrubou do beliche e a agrediu com socos, chutes e golpes violentos.
Ela sofreu lesões gravíssimas: traumatismo craniano severo, afundamento de crânio, perfurações nos dois ouvidos e hematomas por todo o corpo. Ao término do horário de visitas, agentes a encontraram desmaiada e ensanguentada. Foi socorrida e levada ao Hospital São Vicente de Paulo, em Jundiaí, mas não resistiu e morreu no dia seguinte, 28 de janeiro.
Michael confessou o crime à polícia, alegando ter agido por impulso e ciúmes. A investigação apontou premeditação: dias antes, ele removeu os nomes dos pais da lista de visitantes, deixando apenas o de Nicolly.
A Secretaria de Administração Penitenciária transferiu o agressor para uma penitenciária de segurança máxima. O caso revelou falhas no monitoramento de visitas íntimas, onde não há vigilância constante dentro das celas.
A Investigação e o Julgamento
A Polícia Civil investigou o histórico do casal, analisando redes sociais, mensagens e áudios. O laudo do Instituto Médico Legal confirmou a brutalidade das agressões. Michael foi indiciado por feminicídio (homicídio qualificado por razões de gênero), com agravantes de premeditação e meio cruel.
Em março de 2022, o Tribunal do Júri de Jundiaí o condenou a 16 anos de prisão em regime fechado. A pena se soma à anterior por roubo. A família de Nicolly acompanhou o processo, buscando justiça para ela e para o filho que ficou órfão.
Repercussão na Sociedade
O feminicídio ganhou destaque na mídia e continua sendo relembrado em perfis de crimes reais no Instagram, TikTok e X. Vídeos e posts destacam os sinais de alerta em relacionamentos abusivos, como ciúmes excessivo, controle e ameaças veladas.
O caso expôs como a violência contra a mulher atravessa barreiras, ocorrendo até dentro de presídios. Ele alimenta debates sobre proteção às vítimas, suspensão ou reformulação de visitas íntimas em certos contextos e necessidade de políticas mais eficazes contra o feminicídio.
Reflexões Finais: Um Alerta que Não Pode Ser Esquecido
A morte de Nicolly Guimarães Sapucci é mais um capítulo triste na epidemia de violência de gênero no Brasil. Apesar de leis protetivas, muitos casos mostram que denúncias são subestimadas e intervenções chegam tarde. Ela deixou um filho pequeno crescendo sem a mãe — uma perda que poderia ter sido evitada com escuta precoce e ação.
A história dela reforça: sinais de abuso não devem ser ignorados. Se você ou alguém próximo está em risco, denuncie pelo 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 (emergência). A violência não respeita lugar nem tempo — precisa ser enfrentada todos os dias.





















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